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19 December 2009 @ 03:18 pm
Nunca, mas nunca pensar que valemos igual ou mais que uma guitarra. O rock é o rock, acima de tudo.

E eu sei o meu lugar e só quero divertir-me, pelo que ontem o crio ficou a dormir em casa enquanto eu fui para os copos com a Vannia e nos rimos a valer dos últimos episódios surreais da nossa vida. Ainda receei chegar a casa de madrugada e deparar-me com uma festa de drug dealers, mas estava tudo bizarramente calmo e ordenado. O crio é estranho, tal como se autoapelidou e muito bem.

Hoje decidiu passar o terceiro dia no aeroporto em busca da guitarra perdida, mesmo sabendo que ainda não havia novidades. Tudo bem, mas desta vez já vai sozinho, que a mãe Joana está cansada de aguentar esperas e prefere futillmente ir às compras (ou melhor, experimentar roupas e sapatos e deixá-los na loja) com a Vannia ao amigo Tito.
E mais logo umas cervejas, quem sabe grátis, com o babado do Marcos.

De modo que só me resta concluir este post com: se no rock uma guitarra é o santo de adoração inultrapassável, analogamente, na minha vida vulgar e mundana, os meus amigos e a Vannia são o que de mais valioso tenho. A amizade é a amizade, acima de tudo.
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Current Music: Radiohead - High And Dry | Powered by Last.fm
 
 
18 December 2009 @ 11:46 pm
Surreal, é o mínimo com que posso literalmente adjectivar a minha vida nas últimas 24 horas.
Sofrer espera de horas no aeroporto por um tipo que vi apenas uma vez na vida, por uma noite, e que atravessa o Atlântico para passar umas semanas comigo. Morrer de ansiedade, nervosismo, rir e chorar por dentro simultaneamente... incredulidade até o ver passar aquelas portas automáticas.

Chegar a casa apenas para pousar a bagagem e seguir de encontro à Vannia e à Nuria - igualmente boquiabertas - para ir tomar umas cervejas até alguém mencionar que nessa noite tocavam os Wavves ali ao lado, mas que por 20€ nada feito. Ouve-se como resposta «Wavves? Quem?, O Nathan?? Man, temos de ir, que saudades de ver esse gajo!». Ya, isso mesmo, meia hora depois estávamos @s quatro dentro de La Boite à pala para ver o concerto. 80€ de poupança, portanto (e de prejuízo para a La Boite, ahah). Música dreamy noise-rock, com umas pinceladas de bateria punk contemporânea, espírito totalmente de galhofa no palco, um à vontade e uma diversão sem igual por três putos já meio fodidos, mas super bem dispostos - pena o público não estar muito interventivo, necessitávamos ali de uns quantos fiéis aos concertos do Paulo Furtado e afins -, um pouco adolescente quase, mas da cena. «Ah, e tal, não nos culpem, o concerto foi curto, pois, mas é que somos novos e não temos mais músicas para tocar», ahah! Fim do concerto, toca a ir para o backstage minúsculo onde mal dava para fechar a porta depois de tod@s dentro. Whisky e cerveja à pala, droga para quem quisesse, o típico (ou pelo menos o que eu imaginava e agora comprovei). Uma desgraça. Infelizmente a mama tinha da acabar porque queriam fechar o tasco, então vamos todos para o Wurlitzer, onde mais uma vez se divertem a pedir-nos a identificação. Ya, somos todos uns putos imberbes - ou gostamos de o aparentar. A música estava uma merda, era o porteiro a meter som, de modo que uma ronda de cervejas bastou. Next, hotel dos gajos com cervejas compradas nos chinos. Fizemos a fortuna da noite para os que se encontravam naquela rua, naquele momento.
Resultado: eu não sou do rock, este andamento é demais para mim. Ou isso ou estou velha e acabada. Especialmente por hoje ter tido de passar o meu dia de ressaca no aeroporto à espera de uma guitarra perdida que ainda não chegou. Que se fodam os nevões em Londres.

On a personal note, este gajo dá-me mixed feelings. Este gajo é demasiado grande na sua visão e atitude perante a vida e o mundo. Faz-me sentir mesmo pequena, insignificante, ignorante e desinteressante. Vulgar e vazia. Oca. Burrinha. Sem conteúdo. Mete-me portanto no meu lugar. E odeio que me recorde isso.  Ainda que ele não o saiba.
E porra, além disso, é incansavelmente bonito e tem uma pinta completamente apaixonante sem sequer se dar conta ou querer. Não devia ser permitido existirem gajos assim.
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Current Music: Aimee Mann - Save Me | Powered by Last.fm
 
 
17 December 2009 @ 01:50 am
Já há algum tempo que a Madonna perdeu o fulgor e a honestidade de uma inocência subvertida que a caracterizou inicialmente e cativou todo o universo. Não só pela idade - factor irreversível -, mas especialmente, na minha opinião, pela atitude que ela própria adoptou quando confrontada com esse facto, como se uma nova postura cool jovem (e artificial, sublinhe-se) pudesse de alguma forma substituir a crueza delicodoce de que antes falava. Não pode, e verificou-se que não pôde mesmo. E a Madonna deixou de ser um símbolo, para ser "apenas" uma máquina de marketing musical (com o valor que isso pode ter, deixo à consideração de cada um/a que me lê).

Depois de esta introdução toda, o que este post quer reflectir é tão-só a minha felicidade e surpresa de ter descoberto finalmente uma equipa que soube fazer renascer a fénix das cinzas; isto é, que soube chegar ao fundo da Madonna e recuperar e reactualizar essa imagem e atitude tão simples e modesta (ok, talvez sejam adjectivos de utilização irónica neste contexto, contudo note-se que me refiro a todo um ambiente e aura, e não necessariamente ao objecto concreto e material da campanha publicitária que serviu de pretexto a estas minhas palavras), como foi o caso da equipa que levou a cabo a campanha publicitária da colecção Dolce & Gabbana para a próxima temporada P/V 2010.

São só umas poucas três imagens, mas valem ouro. Espero ansiosamente para ver mais.

 

+ 2 )
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15 December 2009 @ 11:45 pm

Simplicidade não crua.



Apanhada pelo Style Sightings.
 
 
15 December 2009 @ 12:32 am

Pois se a maioria da minha colecção de sapatos fosse constituída por saltos altos, aqui teria eu uma boa solução para desocupar espaço e evitar acumulação de pó!



Suporte zigzag MIAMI para sapatos da Mashallah Design.
Mais info e outros trabalhos aqui.

e outra ideia literalmente luminosa )
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15 December 2009 @ 12:21 am

Helsínquia?, Madrid?... Descubram as diferenças vocês mesm@s!



Estilo simples e efectivo. Sóbrio, classy e urbano, é apenas o que se precisa para estas temperaturas negativas e quando se fazem caminhadas às 7h30 com a neve a acompanhar-nos. Seja para passear o cão, ou para ir trabalhar.
Apanhada no Hel Looks.

 
 
13 December 2009 @ 03:06 pm

Vinyl stickers rulam. Especialmente se, além de esteticamente apelativos, tiverem um conteúdo geek levado da breca (assim mais ou menos como a avó do Tavares entendia a electricidade, quando ele uma vez se lembrou de lhe perguntar como raio funcionavam as coisas):



Este e mais, à venda no HU2 Design.
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12 December 2009 @ 12:17 pm

2009-12-11 - outfit de ontem
Completamente viciada nas leggings novas - o padrão, as cores, o material, a ciintura subida, a kitschness... Acho que podia vesti-las todos os dias seguidos sem me cansar nunca. Mesmo sabendo que não sou a pessoa a quem melhor ficam.



rundown )
 
 
Current Music: Michael Nyman - The Scent of Love | Powered by Last.fm
 
 
11 December 2009 @ 11:24 pm

Subverter o simbolismo violento das armas para uma versão criativa e inócua do seu uso, foi o que fez o artista Walton Creel, norte-americano do Alabama:





Artigo e fotos retiradas do Cool Hunting.
Mais info sobre o artista aqui.

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Current Music: The Dandy Warhols - Free for All | Powered by Last.fm
 
 
11 December 2009 @ 12:25 am

E finalmente a retoma dos posts de outfits diários.
Hoje foi um dia de merda muito stressante no emprego. Daqueles em que se está a ponto de entrar pelo escritório do meu chefe dentro e dizer «I quit» porque já não suporto tamanha má comunicação ali dentro. A raiar a falta de consideração já. Ainda assim, a expectativa da espera de uma semana apenas para o grande acontecimento não me permite ficar lixada :)



rundown e outfit do dia 7 )
 
 
10 December 2009 @ 11:45 pm

Outra grande chegada do mês de Dezembro (entretanto já ida) foi a da minha sempre amiga de puta maiden Xana - daí ter andado um pouco a leste do LiveJournal nos últimos dias.
A Joana está infeliz e incompreensivelmente a render-se à sua tradição genética e a tornar-se numa idiota aparentemente sem emoções e atitudes carinhosas... No entanto, ainda que já não saiba nem tenha à vontade para abraçar pessoas, tento-me agora corrigir com um über obrigada público por teres vindo. Mais do que ceder a casa para umas férias tuas, tu é que me cedeste uma boa companhia de que tanto sentia saudades sem me ter sequer apercebido. Sempre, sempre bem-vinda. Seja temporaria ou mais definitivamente - que não vou negar que gostava desta última hipótese :)

A marcar - e a matar dois coelhos de uma cajadada -, aqui fica foto que já serve igualmente para um daily outfit:



rundown só meu, que a Xana não quer partilhar os seus segredos :p )


 
 
10 December 2009 @ 11:21 pm

Mais uma feliz chegada do mês de Dezembro :)



Amo as minhas leggings kitsch de padrão floral retro <3
(são American Apparel, [info]weedstoophelia :p)
 
 
10 December 2009 @ 07:46 pm
Acho que já percebi porque é que não há emprego em ciências sociais: quer-me parecer que de facto há muitas mais pessoas do que eu pensava que crêem que esse tipo de trabalho e investigação científica é inútil e completamente dispensável e desfasado da realidade só porque simplesmente as experiências que as suas vidas lhes oferecem (claramente menos vastas que qualquer universo de análise de uma investigação sociológica, mas isso nunca é considerado sequer pertinente) lhes proporcionam uma visão diferente. Obviamente que a opinião parcial, senso-comunal e baseada em meia dúzia de casos que eu conheço é muito mais fiável que qualquer conclusão a que um grupo de investigadores científicos creditados chegue depois de meses ou anos de acumulação de dados e respectiva análise.

É por isso que, analogamente, quando estou doente nem vou ao médico, peço um conselho à minha avó que é uma mulher com muita experiência e já está.

:/
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10 December 2009 @ 10:23 am


Toca a participar! :)
Aqui mesmo.
 
 
08 December 2009 @ 04:49 pm
Na senda do rockabilly que ontem à noite me ia esquartejar à machadada (na minha imaginação, claro está), isto é do carvalhão:



De Jennifer Gradecki and Derek Curry, na exposição da UCLA MFA 2010, em Los Angeles.
Mais info de outros artistas expostos aqui.
Obrigada ao Pan-Dan pela dica.
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Current Music: Black Lips - I'll Be With You | Powered by Last.fm
 
 
Ontem o Mark Arm acusou-me de ter morto o cão dele. Um anoréctico podre de bom, que passa Jefferson Airplane, mas armado aos cucos.

Um grupo de panolis convence a minha amiga a terminar a noite na rockcave, e depois nem nos conseguem fazer entrar na dita. Morrer de frio e chuva miudinha, porque o vi como dever de amiga, ainda que a acção em si fosse contra o que penso e sinto. Sermos deixadas à espera por pessoas que dizem que querem estar connosco. Claro, uns dentro, e outros fora. Faz todo o sentido.

Regressar sozinha a casa com uma revolta interior, repetindo para mim mesma que nunca, mas nunca, deixarei que me pisem, que façam pouco de mim, que me joguem, só para ver até onde vou... por um mero couro, uma mera queca, um mero engate. Não me vendo por isso.
Se há alguém que me pode faltar ao respeito, sou eu própria com algumas atitudes autodestrutivas que não evito; porém, se os emissores da agressão são os outros, a minha autoestima explode e torna-se maior que eu. Nessas situações, bem posso ser a pessoa mais arrogante e orgulhosa à face da terra, mas prefiro ser o indíviduo isolado no seu ermo, a seguir no rebanho de maus tratos quotidianos aos quais já toda a gente parece ter aprendido a fechar os olhos e a interpretar como a conduta normal em relacionamentos.


E assim cada vez fecho mais as portas ao mercado nacional e me viro para o investimento pré-datado na bolsa internacional.
Estou feliz. Terei o meu gajo-do-rock-como-deus-quer. Espalharemos o caos e a desordem por esta peninsulazinha. It's going to be wild, alguém disse.
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